Fernando de Noronha: taxas, ingresso do parque e onde pagar

Fernando de Noronha cobra duas coisas diferentes, por dois órgãos diferentes. A Taxa de Preservação Ambiental é da Administração do arquipélago e está ligada à sua permanência: quanto mais dias você declara, maior ela fica. O ingresso do Parque Nacional Marinho é do ICMBio e é o que libera o acesso às áreas do parque.

Nenhuma das duas precisa estar paga antes de você embarcar. A orientação oficial é pagar a taxa preferencialmente antes, mas o próprio texto prevê o pagamento no desembarque, e o ingresso do parque pode ser comprado na bilheteria do Boldró, já na ilha. Este texto mostra quanto custa cada uma, quem cobra, onde se paga e o que vale resolver antes de sair de casa.

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Duas cobranças, dois órgãos, duas contas diferentes

A confusão mais comum de quem planeja Noronha é somar tudo num único “quanto custa a taxa da ilha”. São duas cobranças independentes:

Item comparadoTaxa de Preservação Ambiental (TPA)Ingresso do Parque Nacional Marinho
Quem cobraAdministração de Fernando de Noronha, do Distrito Estadual de PernambucoICMBio, pela concessão de visitação do parque
Quem pagaquem não mora nem tem domicílio no arquipélago e está em visita turísticaquem quer acessar as áreas do parque
Como é calculadaprogressiva, pelos dias de permanênciavalor único por pessoa
Validadeo período que você declara10 dias contados da compra
Onde se pagasistema oficial do arquipélago (SIN)site oficial de ingressos ou bilheteria no Boldró
Fonte: Administração de Fernando de Noronha (ATDEFN) e Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, sob concessão do ICMBio. Consultadas em 30/07/2026 e revalidadas em 03/08/2026.

Uma não substitui a outra. Pagar a TPA não dá acesso ao parque, e comprar o ingresso do parque não quita a taxa da ilha.

A TPA cresce a cada dia que você fica

Quanto custa hoje

Um dia de permanência custa R$ 105,79. O total é definido pelo número de dias que você declara, numa tabela progressiva que chega a R$ 7.460,56 para 30 dias. Repare no que isso significa: o valor de trinta dias é mais que o dobro de trinta vezes o valor de um dia. Por isso não dá para estimar a sua taxa multiplicando, e vale consultar a tabela oficial com o número exato de dias da sua viagem.

Quem cobra é a Administração de Fernando de Noronha. A base é o Decreto Distrital nº 018/2004, com as leis estaduais que o sustentam.

Ficar mais tempo do que você declarou custa o dobro

Essa é a parte que pega viajante desavisado. A regra oficial cobra em dobro os dias que passarem do período informado no início, quando essa permanência a mais não estiver previamente agendada e autorizada. O procedimento para agendar a extensão não está publicado na fonte oficial, então o que fica no seu controle é declarar o período certo na hora de pagar.

Onde pagar: o sistema oficial do arquipélago

O pagamento sai pelo SIN, Sistema Integrado de Noronha, que você acessa pelo portal oficial da Administração. O caminho tem quatro etapas: você informa quantas pessoas são no grupo, preenche os dados pessoais, escolhe a forma de pagamento e recebe o pedido finalizado. Aceita cartão de crédito ou boleto, e exige o aceite do Termo de Compromisso Sustentável.

Depois de pagar, o voucher vai para o e-mail que você cadastrou, e o portal oficial mantém o serviço de reimpressão. Confira o endereço na hora de preencher. Se a viagem não acontecer, existe pedido de devolução da taxa não utilizada: você envia o voucher e a Administração analisa.

A orientação oficial é pagar preferencialmente antes do embarque. O texto prevê ainda duas outras situações: pagar no desembarque, e pagar no embarque de retorno quando houver dias excedentes.

O ingresso do parque é valor único e vale 10 dias

Quanto custa

R$ 192,00 para brasileiros e R$ 384,00 para o público geral. Brasileiro paga metade. Nos dois casos o ingresso vale 10 dias a partir da compra, o que cobre com folga a maioria dos roteiros.

O valor vem da Portaria ICMBio nº 4.423, de 14 de outubro de 2025, publicada no Diário Oficial da União e em vigor desde 1º de novembro de 2025.

Quem não paga

A lista de gratuidades vem de outra norma, a Portaria ICMBio nº 3.052, de 1º de outubro de 2024:

  • menores de 12 anos;
  • brasileiros maiores de 60 anos;
  • moradores registrados de Noronha;
  • parentes de primeiro grau de moradores registrados;
  • pessoas autorizadas que têm isenção de TPA;
  • pesquisadores com licença SISBio.

Em todos os casos você apresenta documento comprobatório, e o parque manda conferir na página da visitação quais papéis valem em cada situação.

Onde comprar

Você compra pelo site oficial de ingressos do parque, e nesse caso precisa indicar as datas da visita. Também é possível comprar presencialmente na bilheteria do Centro de Visitantes, no Boldró, das 8h às 19h.

Pesquisador tem isenção de TPA, com prazo e papelada

Se você vai à ilha por um projeto de pesquisa, existe um procedimento publicado de isenção da TPA. Ele é exigente: 11 documentos, entre eles ofício da instituição, formulário de isenção, projeto com cronograma diário, registro no SISBio, termo de compromisso, certidões de antecedentes criminais estadual e federal, e comprovante de hospedagem em estabelecimento regularizado.

O prazo é rígido: o envio precisa acontecer com no mínimo 20 dias de antecedência da viagem.

Esse é o único caminho de isenção publicado nessa página oficial. Se você acha que se encaixa em outra situação, pergunte à Administração antes de contar com isso.

A Atalaia só entra com agendamento

A Praia da Atalaia tem regra própria, e ela não é sugestão. A visita precisa ser agendada junto ao ICMBio, e o local tem limite diário de visitação.

Dentro dela, a lista de proibições existe para manter as piscinas naturais vivas:

  • nada de protetor solar ou dermocosméticos no corpo;
  • nadadeiras, sapatilhas e hastes de câmera ficam de fora;
  • sentar, pisar ou caminhar sobre corais está proibido.

Para a flutuação, colete, máscara e snorkel são obrigatórios.

Checklist: o que resolver antes de embarcar

  1. Defina quantos dias você vai ficar. Esse número determina o valor da TPA e, se você furar o prazo, os dias extras saem pelo dobro.
  2. Pague a TPA no sistema oficial (SIN), por cartão ou boleto, e guarde o voucher que chega por e-mail.
  3. Compre o ingresso do parque no site oficial, indicando as datas, ou deixe para a bilheteria do Boldró se preferir resolver na chegada. Lembre que ele vale 10 dias.
  4. Confira quem do seu grupo tem gratuidade no ingresso, sobretudo menores de 12 anos e brasileiros maiores de 60, e leve o documento que comprova.
  5. Se a Atalaia está no seu roteiro, trate o agendamento junto ao ICMBio como parte do planejamento, e não como algo para resolver no dia.
  6. Se você viaja por pesquisa, comece a papelada da isenção com mais de 20 dias de antecedência.

O que as fontes oficiais não dizem

Rigor também é dizer o que não deu para confirmar. Nas fontes oficiais consultadas em 3 de agosto de 2026, estes pontos seguem abertos:

  • O número de vagas diárias da Atalaia. A fonte oficial afirma que existe limite, sem publicar o número. Circulam quantidades em blogs, e nenhuma delas apareceu em documento oficial.
  • O canal e o prazo de antecedência do agendamento da Atalaia. A orientação oficial diz apenas que o agendamento é feito junto ao ICMBio.
  • Um limite diário de visitantes para o arquipélago todo. Não foi verificado.
  • A validade do voucher da TPA e o procedimento para prorrogar a estadia, além da regra de cobrança em dobro.
  • Tratamento diferente de TPA por idade. O sistema de pagamento separa maiores e menores de 18 anos, mas não publica valor distinto para menores. Conte com o valor cheio até confirmar na Administração.

Nenhum desses pontos foi preenchido com estimativa. Quando a fonte oficial publicar, este texto será atualizado.

Este texto foi produzido a partir de fontes oficiais, apuradas em 30 de julho de 2026 e revalidadas uma a uma em 3 de agosto de 2026, sem mudança de valor. A Taxa de Preservação Ambiental e o ingresso do parque mudam por ato do governo estadual e do ICMBio. Confirme os valores no canal oficial antes de pagar.

Fontes oficiais consultadas (8)

Todas apuradas em 30/07/2026 e revalidadas em 03/08/2026.